Dia Mundial da Saúde: “Vamos Falar” de depressão

O Dia Mundial da Saúde é celebrado anualmente a 7 de Abril. Esta data foi escolhida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), aquando da organização da sua primeira assembleia que decorreu em 1948, sendo celebrada desde 1950. Esta comemoração representa uma oportunidade de alerta para a sociedade para temas-chave que afectam a humanidade e para o desenvolvimento de actividades e estratégias que têm como objectivo a promoção do bem-estar das populações e de promoção de hábitos de vida saudáveis.

Anualmente, é escolhido um tema central para ser debatido neste dia e que representa uma prioridade na agenda internacional da OMS. Este ano o tema escolhido foi a depressão, com o lema “Let’s talk” – “Vamos falar”, visando as iniciativas de ajudar a prevenir e tratar esta doença que afecta um elevado número de pessoas na nossa sociedade, independentemente da faixa etária.

A depressão tem um forte impacto na capacidade do ser humano em realizar actividades do dia-a-dia, desde as mais simples às mais complexas e com consequências muitas vezes graves no que toca a relacionamentos, tanto a nível familiar como a nível de amizades ou laboral. Segundo a OMS, em 2015, havia 322 milhões de pessoas no mundo afectadas pela depressão. Um crescimento de 18,4% nos últimos dez anos.

Esta doença é o factor que mais contribui para o suicídio. Em 2015 foi responsável pela morte de 788 mil pessoas em todo o mundo, colocando o suicídio entre as vinte principais causas de morte. Segundo o Sistema Nacional de Saúde (SNS) a depressão é actualmente, em termos mundiais, a segunda principal causa de morte entre os 15 e os 29 anos de idade.

A adolescência é o período da vida mais desafiante e recheado de mudanças a nível físico, psicológico e social, o que torna esta fase uma das mais vulnerável a alterações psicológicas. A depressão surge como uma entidade clínica cada vez mais prevalente na idade pediátrica. Para minimizar o risco de depressão nesta faixa etária, é necessário a existência de suportes sociais como a família, grupo de pares e a escola, já que todas têm um valor muito significativo para a criança/adolescente.

A identificação precoce de crianças/adolescentes com risco potencial de depressão deve ser um foco primordial para todos os profissionais de saúde, nomeadamente os Enfermeiros Especialistas em Saúde Infantil e Pediátrica. É igualmente importante uma intervenção no meio em que a criança/adolescente se encontra inserida de forma a minimizar os factores que podem desencadear a doença.

 

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