Enfermeiros em greve durante cinco dias

Já se fazem sentir os efeitos da greve de cinco dias dos enfermeiros, que se iniciou a 11 de Setembro. A adesão ronda os 85% e, segundo o “Jornal de Notícias”, desde o início da paralisação já foram adiadas seis mil cirurgias de rotina.

Apesar da ameaça do ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, não foram marcadas faltas injustificadas aos enfermeiros em greve porque a lei não o permite, de acordo com informações dadas à comunicação social pelo presidente da Associação dos Administradores Hospitalares, Alexandre Lourenço.

Os hospitais foram alertados pela tutela para estarem atentos a “eventuais ausências de profissionais de enfermagem” durante o período da greve, cuja marcação foi considerada irregular pela secretaria de Estado do Emprego.

“Existem cinco dias úteis para justificar a ausência ao serviço. No caso do Tribunal Arbitral vir a reconhecer que existe uma greve, esta passa a ser motivo plausível para a ausência, se não vão ter de ser tomadas outras formas legais”, explicou Alexandre Lourenço à Antena 1.

Questionado sobre a possibilidade de os enfermeiros serem sujeitos a processos disciplinares, o mesmo responsável disse ser “preciso ter serenidade suficiente para compreender o protesto e quando essa questão for colocada tem de ser tomada a decisão adequada”.

A greve, marcada pelo Sindicato Independente dos Profissionais de Enfermagem (SIPE) e pelo SE, começou a 11 de Setembro e decorre até às 24h de dia 15 do referido mês. A paralisação foi marcada como forma de protesto contra a recusa do Ministério da Saúde em aceitar a proposta de actualização gradual dos salários e de integração da categoria de especialista na carreira.

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