Malária: previna-se se vai viajar

Com os recentes casos mediáticos de malária em Portugal, aumenta a necessidade de informação sobre a doença que, descanse, deverá ser apenas alvo da atenção de quem pretende viajar ou viajou recentemente para países das chamadas regiões endémicas. Com a ajuda da presidente do Conselho de Enfermagem da Ordem dos Enfermeiros, Ana Fonseca, conheça os sinais de alerta sobre a malária. Uma doença em que a desinformação é uma das principais causas de morte.

 

O que é a malária?

A malária ou paludismo é uma doença tropical grave provocada por um parasita (o Palsmodium) que é transmitido através da picada de um mosquito. Entrando no organismo, os parasitas multiplicam-se no fígado e infectam os glóbulos vermelhos do sangue.

 

Há malária em Portugal?

Portugal não está numa região considerada endémica. No entanto, a malária pode ser esporadicamente importada através de pessoas que viajaram de zonas endémicas: Ásia, Médio Oriente, África sub-Saariana, América Latina e Central. Mas não se apoquente porque a malária só se transmite pela picada de mosquito e não através do contacto humano.

 

Sinais de alerta

A informação sobre a doença é uma importante estratégia de vigilância, a par do rápido diagnóstico e consequente tratamento da doença. Se esteve recentemente em países de zonas endémicas, esteja atento ao aparecimento de febre, dores de cabeça e vómitos. Qualquer febre entre o sétimo dia de estadia num país endémico e até três meses após a viajem é considerada uma emergência médica. Recorde-se que, entre 2010 e 2014, verificaram-se 1.172 internamentos por malária em Portugal.

 

É possível prevenir a doença?

É! Em primeiro lugar, se pretende viajar para algum país localizado numa região endémica deverá marcar uma consulta de aconselhamento do viajante, na qual serão recomendadas as medidas de prevenção adequadas ao seu destino e duração da viagem. Uma dessas medidas preventivas poderá passar pela toma de medicação profilática. Porém, há medidas comportamentais que deve adoptar para evitar ser alvo das picadas de insectos, que são mais frequentes à noite. É aconselhada a aplicação regular de repelente nas partes do corpo expostas (cara, mãos, pescoço, orelhas, pés, tornozelos, etc) e também directamente sobre a roupa a partir do entardecer, assim como o uso de roupa de manga comprida e de calças. Deve  ainda evitar actividades junto a cursos de água, não usar perfumes, dormir preferencialmente debaixo de uma rede mosquiteira e, se possível, com o ar condicionado ligado.

 

Não se esqueça que a prevenção é fundamental para evitar a picada do mosquito, assim como um diagnóstico precoce é essencial para tratar e superar a doença.

 

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