Dê um “empurrão” à Alzheimer

Tantas vezes confundida com sinais próprios do envelhecimento, a doença de Alzheimer é uma realidade cada vez mais presente nos nossos dias. E num momento em que a comunidade científica fez mais uma descoberta que poderá ajudar a percorrer mais uma etapa do caminho para a cura, a Enfermeira Maria Helena Quaresma, Presidente da Mesa do Colégio da Especialidade de Saúde Mental e Psiquiátrica, partilha alguns truques para tentar adiar aquele que é o principal tipo de demência.

 

O que é a Doença de Alzheimer?

É uma patologia crónica não transmissível que é causada pela formação de uma espécie de entrançados e placas nas células cerebrais. Este fenómeno danifica as ligações entre células de tal forma que muitas acabam por morrer – o que origina dificuldades irreversíveis de memória, linguagem, concentração e pensamento. Num estado avançado, as pessoas com Alzheimer tornam-se totalmente dependentes de terceiros para a realização de simples tarefas diárias.

 

Quantas pessoas são afectadas?

Estima-se que dos 182 mil portugueses identificados com demência, em 2012, cerca 130 mil fossem doentes de Alzheimer.

Os casos surgem habitualmente após os 65 anos, sendo que as previsões, a nível mundial, apontem para uma em cada quatro pessoas sofra desta doença depois dos 85 anos.

A excepção é feita quando há uma mutação genética transmitida pelos progenitores – a chamada doença de Alzheimer familiar – e aí a patologia começa a manifestar-se entre os 40 e os 60 anos.

 

A alimentação pode ajudar a evitá-la?

Sim, diversos estudos científicos confirmam que há alimentos que podem diminuir a probabilidade de desenvolver a doença. Eles são: verduras como espinafres e alface e outros vegetais; nozes, amêndoas, amendoins e todos os outros frutos secos; framboesas, morangos, mirtilos e outros frutos vermelhos; cereais integrais como a quinoa. E no pão opte pelo integral; qualquer tipo de peixe; carnes brancas como o frango e o peru; azeite no tempero e confecção de alimentos. O vinho também é um bom aliado, mas não deve exceder um copo por dia.

 

Mantenha o seu corpo e cérebro ocupados

Outras formas de evitar a Alzheimer passam por manter uma vida quotidiana activa: encontre-se com familiares e amigos, vá às compras ou organize eventos! E acima de tudo, pratique desporto. A actividade física, de uma forma geral, retarda a perda da capacidade funcional, mantendo-o independente por mais tempo.

Também é útil manter hábitos de escrita e cálculo, podendo divertir-se com palavras cruzadas e sudoku.


Esteja atento!

A doença de Alzheimer faz com que:

– se esqueça de parte ou da totalidade de um acontecimento, bem como de conhecimentos adquiridos ao longo da vida;

– tenha cada vez mais dificuldade em acompanhar ou reter informação que lhe é transmitida oralmente ou por escrito;

– perca progressivamente a capacidade de gerir um orçamento ou tomar decisões;

– se esqueça do local onde guardou um objecto

– tenha dificuldade em manter uma conversa, não conseguindo lembrar-se das palavras ou manter um raciocínio lógico.

 

Uma investigação publicada na revista “Nature” revela que a estrutura molecular das placas cerebrais são diferentes consoante os subtipos da doença. Segundo os autores, isso poderá “contribuir para desenvolver melhores compostos químicos que permitam diagnosticar a doença nos tecidos cerebrais através de imagens, e possivelmente, evitar a formação de placas”.

 

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